Atlas das Violências Cotidianas
e Estratégias de Enfrentamento
Dar nome é o primeiro passo para combater: aqui você encontra conceitos, exemplos e caminhos de enfrentamento para reconhecer e interromper violências cotidianas.
Violência policial
Uso desproporcional, ilegal ou excessivo da força por agentes do Estado, operando como um mecanismo de controle social que atinge majoritariamente corpos negros e territórios periféricos.
Violência política
Atos de intimidação, agressão, ameaça e perseguição contra candidatos, eleitos ou ativistas, com o objetivo de impedir, restringir ou dificultar o exercício de seus direitos políticos. No Brasil, tem crescido de forma endêmica, afetando desproporcionalmente grupos minorizados e ameaçando o Estado Democrático de Direito.
Violência política de gênero
A violência política de gênero refere-se a atos físicos, sexuais, psicológicos ou simbólicos de agressão, ameaça, assédio ou intimidação cometidos contra mulheres (cis ou trans) com o objetivo de impedir, restringir ou anular o exercício de seus direitos políticos e funções públicas.
Violência psiquiátrica
A violência psiquiátrica refere-se a qualquer ação, omissão ou prática institucional, cometida por profissionais ou sistemas de saúde mental, que viola os direitos humanos, a autonomia e a integridade física ou psicológica de pessoas em sofrimento mental ou neurodivergentes. Isso inclui internações compulsórias e tratamentos degradantes.
Violência vicária
Forma de violência de gênero na qual o agressor utiliza os filhos ou outras pessoas queridas como instrumentos para causar sofrimento psicológico e emocional extremo à mulher.
Vulnerabilidade epistêmica
Condição de sujeitos cujas capacidades de produzir e transmitir conhecimento são sistematicamente desacreditadas ou invalidadas por estruturas de opressão.
Xenofobia
A aversão, hostilidade, repúdio ou ódio irracional a estrangeiros ou a tudo que é percebido como "estranho" à cultura local. Embora o termo geralmente se refira a conflitos entre nações,
Xenomisia
Ódio, aversão ou hostilidade ativa direcionada a estrangeiros e suas culturas. Diferencia-se da xenofobia por enfatizar o componente do ódio e da agressão em vez do medo ou fobia.
Zona do Não-Ser
Conceito de Frantz Fanon que descreve a condição ontológica do sujeito racializado no mundo colonial, um espaço simbólico e social de desumanização onde negros e indígenas não são reconhecidos como humanos plenos, ficando sujeitos à violência gratuita e à invisibilidade ética.
