Atlas das Violências Cotidianas
e Estratégias de Enfrentamento
Dar nome é o primeiro passo para combater: aqui você encontra conceitos, exemplos e caminhos de enfrentamento para reconhecer e interromper violências cotidianas.
Assédio de crédito
Prática predatória de instituições financeiras que exploram a vulnerabilidade de idosos e aposentados (hipervulneráveis) para impor empréstimos abusivos.
Assédio moral
Exposição repetitiva de trabalhadores a situações humilhantes, visando sua desestabilização psicológica e exclusão.
Assédio moral acadêmico
O assédio moral acadêmico é uma forma de violência psicológica interpessoal e institucional no ambiente universitário, caracterizada pela exposição de pesquisadores, estudantes ou docentes a situações humilhantes e prolongadas. Diferente do assédio corporativo comum, ele ataca o capital mais valioso do indivíduo: sua reputação intelectual e sua legitimidade científica.
Assédio moral coletivo (mobbing)
O assédio moral coletivo, ou mobbing, é o cerco psicológico perpetrado por um grupo contra um indivíduo, ou contra um conjunto de trabalhadores. Diferente do assédio individual, ele envolve uma dinâmica de manada onde o grupo isola e desumaniza o alvo para forçar sua exclusão. Pode ser uma ferramenta estratégica de gestão para reduzir custos e forçar pedidos de demissão em massa.
Assédio moral no trabalho
O assédio moral no trabalho é a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. É uma conduta abusiva que atenta contra a dignidade psíquica, degradando as condições de trabalho e pondo em perigo o emprego da vítima.
Assédio processual
Uso predatório do sistema de justiça para perseguir, intimidar ou exaurir a outra parte através de processos infundados e excessivos (Sham Litigation).
Assédio religioso
Prática persistente de constrangimento, humilhação ou imposição de crenças no ambiente social ou profissional.
Assédio sexual
Comportamento sexual indesejado que viola a dignidade da vítima, comum em relações de poder assimétricas.
Audismo
O conjunto de estigmas, preconceitos e discriminações sistêmicas baseadas na crença de que a capacidade de ouvir e falar (oralizar) torna um indivíduo superior a quem se comunica através de línguas de sinais.
Autoritarismo
Comportamento ou sistema de governança que privilegia a autoridade absoluta em detrimento das liberdades individuais, da participação democrática e do pluralismo. No contexto brasileiro, manifesta-se como uma herança colonial e escravocrata que naturaliza o mando, a hierarquia rígida e o uso da força como ferramentas de controle social.
Auxiliadora invisível
O papel da auxiliadora invisível refere-se à função social e religiosa imposta às mulheres de atuarem como suporte abnegado, gratuito e não reconhecido para o sucesso de figuras masculinas ou para a manutenção de instituições. Este conceito descreve a naturalização do trabalho feminino de cuidado e organização, que é essencial para o funcionamento de famílias e igrejas, mas é sistematicamente apagado dos espaços de prestígio e decisão.
Backlash antifeminista
Uma reação organizada e muitas vezes violenta contra o avanço dos direitos das mulheres e das políticas de igualdade de gênero, buscando reverter conquistas históricas.
