Atlas das Violências Cotidianas
e Estratégias de Enfrentamento
Dar nome é o primeiro passo para combater: aqui você encontra conceitos, exemplos e caminhos de enfrentamento para reconhecer e interromper violências cotidianas.
Estupro masculino
Violência sexual contra homens, marcada pela subnotificação extrema e pelo silenciamento imposto pelo mito da virilidade, que associa a vitimização masculina à perda de masculinidade.
Estupro virtual
É a prática de coagir, constranger ou manipular alguém a praticar atos libidinosos ou de exibicionismo sexual através de meios digitais (como videochamadas ou envio de fotos), mediante ameaça ou fraude, sem a necessidade de contato físico. O crime é reconhecido pela jurisprudência brasileira como estupro, dada a grave violação da dignidade sexual da vítima.
Etarismo
Semelhante a ageísmo. Discriminação e preconceito baseados na idade, manifestando-se comumente como a marginalização de idosos ou a desqualificação de jovens no mercado de trabalho.
Etarismo digital
Exclusão de pessoas idosas do ambiente digital e da tecnologia, reforçando o isolamento social e obsolescência.
Etnocentrismo
Tendência de elevar o próprio grupo étnico ou cultura ao centro de tudo, utilizando os próprios valores e padrões como régua única para julgar, desvalorizar ou considerar exóticas outras culturas.
Eugenia
A eugenia é uma ideologia pseudocientífica que defende o 'aprimoramento' genético da população humana através do controle reprodutivo. Historicamente, serviu como base para políticas racistas de 'branqueamento', esterlização forçada e segregação de pessoas com deficiência e não-brancas.
Exclusão digital
A exclusão digital é a desigualdade no acesso, uso e apropriação das tecnologias de informação e comunicação. Ela não se resume à falta de conexão, mas inclui a precariedade dos dispositivos, a falta de habilidades digitais e a conexão limitada que impedem o pleno exercício da cidadania no século XXI.
Exploração financeira de idoso
Apropriação indébita ou desvio de bens e rendimentos de pessoas idosas por familiares ou cuidadores, muitas vezes através de coação ou manipulação.
Falácia da ajuda
Percepção distorcida de que homens 'ajudam' em tarefas domésticas e cuidados, em vez de assumirem sua parte igual de responsabilidade, perpetuando a sobrecarga feminina.
Fardo da edificação
Expectativa religiosa e social imposta às mulheres de serem as principais responsáveis pela manutenção da harmonia, moralidade e bem-estar espiritual do lar e da comunidade.
Feminicídio
Assassinato de mulheres baseado no gênero, ápice da violência doméstica e do ódio misógino institucionalizado.
Fetichização lésbica
Objetificação e sexualização de mulheres lésbicas por uma perspectiva heteronormativa, reduzindo sua identidade e relacionamentos a espetáculo para consumo masculino.
